Aos poucos, recupero-me desse terrível engano e continuo a caminhar. Periodicamente paro e olho para todos os lados -inutilmente- procurando um sinal de luz forte que pudesse iluminar meu caminho, mas tudo o que vejo é uma estranha passarela cujos azulejos são frágeis e escuros como as noite sem luar.
Depois de tanto procurar a tal 'luz-que-não-se-apaga', retomo a minha jornada rumo ao desconhecido. *Tum Tum* ouço um barulho forte e profundo que não sei ao certo de onde vem. Tudo que há em minha volta começa a estremecer. Equilibro-me com todas as forças que ainda tenho, mas a queda foi inevitável .Aqueles azulejos escuros começam a despedaçar, fazendo com que o caminho fique cada vez mais cheio obstáculos -como se não bastasse todo sofrimento já passado- e agora está mais difícil de chegar no final.
Piso levemente sobre a fria passarela quebrada para não machucar meus pés, mas por mais cuidadoso que eu seja, sempre os mais pequenos e imperceptíveis pedaços acabam perfurando a minha pele profundamente -coisa que normalmente, não causaria muitos danos-.
Mais uma vez sangrando... mais uma vez perdido. E até quando continuarei nesse pequeno mundo solitário? Até quando cairei? Sinceramente eu não sei responder. Só sei que enquanto ainda tiver esperanças e sentir amor em meu coração, tropeçarei mil vezes se for necessário, passarei por cima de pedras capazes de me fazer chorar, pois eu creio que no final desse caminho, acharei o que procuro.
-The End

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